1 Triste Tigre

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Há cerca de 8 mil milhões de pessoas no mundo. É muito maior a probabilidade de se falhar durante um relacionamento do que não encontrar alguém para amar, e que nos ama.

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imnotarealfuckingpirate:


After I retired, my wife insisted that I accompany her on her trips to Sainsbury’s. Unfortunately, like most men, I found shopping boring and preferred to get in and get out. Equally unfortunate, my wife is like most women - she loves to browse.Yesterday my dear wife received the following letter from the local Sainsbury’s…
Dear Mrs. Harris,Over the past six months, your husband has caused quite a commotion in our store. We cannot tolerate this behaviour and have been forced to ban both of you from the store. Our complaints against your husband, Mr. Harris, are listed below and are “documented by our videosurveillance cameras”:1. June 15: He took 24 boxes of condoms and randomly put them in other people’s carts when they weren’t looking.2. July 2: Set all the alarm clocks in Housewares to go off at 5-minute intervals.3. July 7: He made a trail of tomato juice on the floor leading to the women’s restroom.4. July 19: Walked up to an employee and told her in an officialvoice, ‘Code 3 in Housewares. Get on it right away’. This caused the employee to leave her assigned station and receive a reprimand from her Supervisor that in turn resulted with a union grievance, causing management to lose time and costing the company money.5. August 4: Went to the Service Desk and tried to reserve a bag of Maltesers.6. August 14: Moved a ‘CAUTION - WET FLOOR’ sign to a carpeted area.7. August 15: Set up a tent in the camping department and told the children shoppers they could come in if they would bring pillows and blankets from the bedding department - to which twenty children obliged.8. August 23: When a clerk asked if they could help him he begancrying and screamed, ‘Why can’t you people just leave me alone?’
Emergency Medics were called.9. September 4: Looked right into the security camera and used it as a mirror while he picked his nose.10. October 3: Darted around the Store suspiciously while loudlyhumming the ’ Mission Impossible’ theme.11. October 6: In the auto department, he practiced his ‘Madonna look’ by using different sizes of funnels.12. October 18: Hid in a clothing rack and when people browsedthrough, yelled ‘PICK ME! PICK ME!’13. October 22: When an announcement came over the loud speaker, he assumed the fetal position and screamed ‘OH NO! IT’S THOSE VOICES AGAIN!’14. Took a box of condoms to the checkout clerk and asked where the fitting room was.And last, but not least:15. October 23: Went into a fitting room, shut the door, waitedawhile, and then yelled very loudly, ‘Hey! There’s no toilet paper in here.’
One of the Staff passed out.

OMFG I AM SCREAMING.

Gostava de ver alguém a fazer isto no Continente…

imnotarealfuckingpirate:

After I retired, my wife insisted that I accompany her on her trips to Sainsbury’s. Unfortunately, like most men, I found shopping boring and preferred to get in and get out. Equally unfortunate, my wife is like most women - she loves to browse.

Yesterday my dear wife received the following letter from the local Sainsbury’s…


Dear Mrs. Harris,

Over the past six months, your husband has caused quite a commotion in our store. We cannot tolerate this behaviour and have been forced to ban both of you from the store. Our complaints against your husband, Mr. Harris, are listed below and are “documented by our video
surveillance cameras”:

1. June 15: He took 24 boxes of condoms and randomly put them in other people’s carts when they weren’t looking.

2. July 2: Set all the alarm clocks in Housewares to go off at 5-
minute intervals.

3. July 7: He made a trail of tomato juice on the floor leading to the women’s restroom.

4. July 19: Walked up to an employee and told her in an official
voice, ‘Code 3 in Housewares. Get on it right away’. This caused the employee to leave her assigned station and receive a reprimand from her Supervisor that in turn resulted with a union grievance, causing management to lose time and costing the company money.

5. August 4: Went to the Service Desk and tried to reserve a bag of Maltesers.

6. August 14: Moved a ‘CAUTION - WET FLOOR’ sign to a carpeted area.

7. August 15: Set up a tent in the camping department and told the children shoppers they could come in if they would bring pillows and blankets from the bedding department - to which twenty children obliged.

8. August 23: When a clerk asked if they could help him he began
crying and screamed, ‘Why can’t you people just leave me alone?’

Emergency Medics were called.

9. September 4: Looked right into the security camera and used it as a mirror while he picked his nose.

10. October 3: Darted around the Store suspiciously while loudly
humming the ’ Mission Impossible’ theme.

11. October 6: In the auto department, he practiced his ‘Madonna look’ by using different sizes of funnels.

12. October 18: Hid in a clothing rack and when people browsed
through, yelled ‘PICK ME! PICK ME!’

13. October 22: When an announcement came over the loud speaker, he assumed the fetal position and screamed ‘OH NO! IT’S THOSE VOICES AGAIN!’

14. Took a box of condoms to the checkout clerk and asked where the fitting room was.

And last, but not least:

15. October 23: Went into a fitting room, shut the door, waited
awhile, and then yelled very loudly, ‘Hey! There’s no toilet paper in here.’


One of the Staff passed out.

OMFG I AM SCREAMING.

Gostava de ver alguém a fazer isto no Continente…

(Fonte: youknowyourebritishwhen, via bigblacktiger)

Arquivado em continente supermercados supermercado lol

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Os Filhos do Vento ou O Racismo Suave

O jornal Público publicou hoje esta reportagem sobre os filhos dos ex-combatentes da Guerra Colonial, que foram deixados para trás quando os soldados regressaram a Portugal. 30 e 40 anos depois, as pessoas que falaram com os jornalistas manifestam a vontade de conhecer os seus pais, de tentar entender porque é que nunca foram procurados e conhecer a sua história. São pessoas que foram discriminadas na Guiné-Bissau por serem mulatos, por não terem pai e por serem filhos do inimigo.

Esta reportagem, para mim, é uma pedrada no charco, e das boas. Ainda bem que foi feita e publicada, porque sabemos que este capítulo não está encerrado. Para ninguém.

Eu nasci em 1980. O meu pai fez o serviço militar em África (Angola, parece-me), mas como era estudante universitário, foi colocado num escritório qualquer a fazer trabalho administrativo e teve pouco contacto com o teatro de guerra e com a população local. Teve sorte, pode-se dizer assim. Não é um período da vida dele sobre o qual goste muito de falar - afinal de contas, foi uma guerra! - mas, digamos, não passou pelos horrores pelos quais muitas outras pessoas passaram, e isto de ambos os lados.


No que diz respeito ao Estado Novo, à Guerra Colonial e ao 25 de Abril de 1974, nós, os da geração pós-Revolução, temos uma espécie de cortina de fumo diante dos olhos. É certo que estudamos esse período da história na escola, mas a correr. É que calha sempre no terceiro período, e nessa altura, toda a gente quer despachar a matéria para poder ir de férias. Acredito que também seja um alívio para os professores, porque também não devem ter grande vontade de falar sobre isso. Pelo menos, diga-se de passagem, parece dar-se muito mais atenção aos ‘gloriosos’ Descobrimentos do que ao momento mais negro da nossa história recente. ..

Portanto, o nosso conhecimento vem dos nossos avós, dos nossos pais e dos nossos irmãos mais velhos. E é altamente parcial e politizado. De um lado, temos os relatos da ditadura, da PIDE, da censura, da ‘moral e dos bons costumes’, do machismo da sociedade, dos analfabetos, da pobreza, etc… Do outro, temos os relatos de como a vida no tempo do Salazar era boa, porque toda a gente tinha pão na mesa e sapatos nos pés. Há a guerra, que foi limpinha e bonita, e inexistente, na verdade. Há os ‘retornados’, que perderam tudo nas ex-colónias e que nunca pertenceram bem aqui, porque não eram nem de lá, nem de cá. Eram demasiado brancos para serem africanos, mas eram demasiado escandalosos para serem portugueses bem-comportadinhos. Fado, Fátima, Futebol… Crescemos a ouvir que os comunistas, para além de comerem criancinhas ao pequeno-almoço, expropriam o que é dos outros, e queriam deixar os ‘retornados’ morrer, porque eram o ‘colonizador’ e não tinham lugar na sociedade marxista que pretendiam criar. Crescemos a ouvir que os pretos são maus e que cometeram atrocidades durante a guerra. E, no fim de contas, ficamos sem saber o que é que aconteceu.

Uma guerra é uma guerra. As pessoas matam-se, violam-se, pilham-se, fazem coisas que nunca fariam no seu perfeito juízo. As guerras travam-se a mando de governos, à conta de ideologias e de religiões que são deturpadas por outras pessoas, com vista à obtenção de qualquer coisa. Por mais que se diga que se estamos a guerrear por um mundo melhor, não sei se é a fazer mal a outros que isso se consegue. No entanto, o tempo passa. Faz-se a paz, e começa-se a perdoar. Lentamente, mas isso acontece. As pessoas aproximam-se. É por causa disso que, finalmente, há histórias destas a aparecer. E ainda bem.

O que é pior é começarem a aparecer também ódios e ressentimentos, vindos daqueles que ainda vivem num mundo que não mudou. Sempre estiveram presentes, claro, emergindo naquela cortina de fumo que nos tolda a visão da história, a nós que não a vivemos e que repudiamos o horror e a violência.

Dizem que os portugueses não são racistas. Os meus conhecidos neonazis são a prova de que isso não é verdade. O desdentado que vi uma vez gritar a um preto em plena Lisboa ‘Vai para a tua terra!’ também prova isso. As generalizações relativamente às mulheres brasileiras, e muitas delas vindas de mulheres portuguesas, também são uma clara evidência disso. Somos, supostamente, tropicalistas. Fazemos parte de um mundo lusófono. Até temos um acordo ortográfico na calha com os restantes países da CPLP, que é tão bom que ainda nem o ratificámos e já o aplicamos. Menos os outros, claro, que não querem nada com isso. Naturalmente, porque é uma aberração - mas isso é outra história. Ler alguns dos comentários deixados por gente inominável na página do jornal online é de partir o coração. Mostra aquilo que já se sabia: há dois países dentro do mesmo país. Um é um Portugal moderno, educado, ciente da sua história e do seu estatuto enquanto nação há quase 900 anos, mas com a perfeita consciência de que, principalmente, somos todos seres humanos e que falhamos, mas que queremos ser melhores. O outro é um Portugal que parece um quadro do Goya: analfabeto, atrasado, provinciano, incapaz de dar um passo sem ter um querido líder a aprovar, mesquinho e pequenino. Mais do que tudo, deve ser por causa disso que estamos todos a fugir para bem longe daqui; é que nós já perdemos a guerra contra este Portugalinho pequenino, medíocre, ignorante e patético.

A Guerra Colonial foi uma guerra entre uma potência ditatorial e vários povos que se queriam tornar independentes. Foi instigada por pessoas cujos interesses eram extraordinariamente duvidosos. Só posso falar do lado português, que é o que conheço melhor: miúdos que não sabiam praticamente ler ou escrever foram mandados para África feitos carne para canhão. Dos que não morreram ou não ficaram gravemente feridos, alguns houve que puderam tornar-se melhores pessoas. Outros não. Perderam-se vidas de ambos os lados, mas o que é certo é que essas pessoas tivessem podido escolher, de certeza que não se teriam ido matar uns aos outros. Do lado português, com o tempo, levou a que nós mesmos nos tornássemos independentes de uma ditadura. Levou a que outra geração pudesse surgir e usufruir de coisas melhores, como cuidados de saúde, educação, liberdade, protecção social. Que nos queiram tirar isso tudo, isso também é outra história. Mas, felizmente, nós não conseguimos imaginar o que eram esses tempos. Claro, há sempre alguém que nos tenta lembrar que somos uns mimados e que nessa altura é que era bom, porque era assim que os miúdos se faziam homens. Quanto às mulheres, bom, nem vamos por aí…

A mim, parece-me que a reconciliação com o passado vai ter de, necessariamente, passar pelo fim deste Portugalinho ridículo. Vão ter de se assumir responsabilidades, sem justificações estúpidas baseadas na cor da pele ou na imaturidade dos participantes nestes eventos. Não vai ser bonito, mas é algo que tem de ser feito.

Parece que, entre outras coisas, estas pessoas eram conhecidas como ‘portugueses suaves’. É como o racismo intrínseco na nossa sociedade: é um racismo suave. Às vezes, nem sabe escrever correctamente…

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Why I don’t write in English

I have noticed that Tumblr seems to feature mostly (amazing) writers who do so in English. Of course, you’ve got the Beliebers, and the Cumberpeople, and all that fandomjazz, which personally I find a bit frightening - it’s a free world, regardless… - but most of the blogs I follow feature poetry and prose written in Shakespeare’s language. Not to mention the also amazing blogs written in Brazillian Portuguese, that I follow with a lot of interest and love. My mother tongue is European Portuguese, by the way.

I could take a stab at it; in fact, I could totally butcher it. It isn’t anything I haven’t done before. I read mostly in English, I happen to speak English everyday, perhaps more than I do Portuguese. But it is precisely due to that matter that I want to read more in Portuguese, and write more in Portuguese as well.


I cannot renounce to my own culture and literature, just because that would provide more visibility to the blog. It is not about that. It is about being creative and expressing myself in my own language, creating something new.


However, this doesn’t mean I won’t do it in the future. Rules are meant to be broken.

Arquivado em escrita writing language português cultura